A admissão de servidores temporários para as Secretarias de Estado de
Saúde (Sespa) e de Assistência Social (Seas) foi o centro das críticas
feitas pelos candidatos aprovados em concursos públicos, na sessão
especial que debateu o direito do segmento em assumir as vagas nessas
pastas. A sessão foi realizada a pedido do deputado estadual Edmilson
Rodrigues, na manhã desta segunda-feira, 21, no auditório João Batista,
da Assembleia Legislativa do Pará.Os concursados temem que os concursos
C-150 (da Seas) e C-153 (da Sespa) percam a validade sem que o direito
deles seja garantido.
Edmilson lembrou que, desde a Constituição Federal de 1988, o ingresso
no serviço público deve ocorrer por meio de concurso. Ele alertou que,
mesmo no caso dos concursos para a formação de cadastro de reserva, como
o C-150, os aprovados estão sendo preteridos pelos temporários. "A
Asconpa (Associação dos Concursados do Pará) afirma que foram
contratados cerca de 4 mil temporários, enquanto a Sead (Secretaria de
Estado de Administração) admite que são 400 temporários. É necessário
sentar com a Sead e verificar as vagas existentes e por serem
preenchidas em cada cargo para o qual houve concurso", apontou o
deputado.
A secretária adjunta da Sead, Ruth Pina, disse que os temporários têm
sido nomeados para atender a necessidade do serviço público em diversas
áreas para as quais as vagas ainda não foram formalmente criadas e
também para municípios em que ninguém foi aprovado nos concursos. Ela
prometeu que o governo nomeará o quanto for possível dos aprovados nos
certames. A validade do C-150 termina em três de maio de 2014, e do
C-153, em 21 de abril de 2014.
As explicações não satisfizeram os concursados presentes à sessão. "Não seria o caso de se admitir concursados temporariamente até que sejam criadas as vagas (via projeto de lei a ser enviada para a Alepa)?", questionou Edmilson. "Em ano eleitoral, admitir temporário é arrumar cabo eleitoral", criticou o deputado.
As explicações não satisfizeram os concursados presentes à sessão. "Não seria o caso de se admitir concursados temporariamente até que sejam criadas as vagas (via projeto de lei a ser enviada para a Alepa)?", questionou Edmilson. "Em ano eleitoral, admitir temporário é arrumar cabo eleitoral", criticou o deputado.
Uma das concursadas, Ana Lígia Braga, contou que foi aprovada em 22ª
colocação para a vaga de psicólogo na Sespa, mas 19 aprovados foram
nomeados, enquanto oito temporários foram admitidos. "Já passou da minha
posição no concurso e não sou chamada. O Decreto nº 410, de dois de
abril deste ano, impede a nomeação de temporários quando há candidatos
aprovados em concurso para as vagas a serem preenchidas".
O presidente da Asconpa, José Emílio Almeida, apresentou várias
publicações do Diário Oficial do Estado em que aparecem as nomeações de
temporários. Ele defendeu a aprovação, no Senado, da proposição que
pretende impedir a realização de concursos para cadastro de reserva no
país. "Estamos aqui para exigir nossos direitos. Vamos continuar a
luta", destacou. Por sugestão do deputado José Megale (PSDB), que
presidiu a sessão, foi instituído um "canal de comunicação" dos
concursados com a Sead, por meio do diretor de gestão de pessoas da
Sead, Gerson Rocha.
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