Milene Lauande lança candidatura à presidência do PT/PA em defesa da democracia interna e da renovação partidária


 Liderança histórica do PT no Pará, Milene Lauande oficializa pré-candidatura com críticas a "unidade imposta" e defesa de eleições diretas; disputa acirrada deve definir rumos do partido no estado.  


Belém (PA) – A sindicalista e militante histórica Milene Lauande anunciou nesta semana sua candidatura à presidência estadual do PT do Pará, em um movimento que acirra o debate sobre os rumos do partido no estado. Com trajetória ligada aos movimentos sociais e à base sindical, Lauande se apresenta como alternativa a setores que defendem maior autonomia do PT frente a alianças nacionais.  


Em documento divulgado por apoiadores, a pré-candidata defende a manutenção das eleições diretas (PED) e critica tentativas de impor uma "unidade artificial" no partido. *"O PT não é um partido de acordos palacianos, mas um instrumento de luta construído pela militância. Não aceitaremos que a vontade da base seja obstruída"*, afirma o texto, assinado pela corrente Resistência Socialista.  


 Disputa reflete crise de representatividade  


A candidatura de Lauande surge em um momento de crise de representação do PT no Pará, após derrotas eleitorais recentes e questionamentos sobre a estratégia política adotada no estado. Seus apoiadores argumentam que o partido precisa retomar o diálogo com movimentos populares e evitar subordinação a interesses externos.  


*"O PT/PA não pode ser um apêndice de projetos alheios. Precisamos de uma presidenta que coloque o partido novamente a serviço da transformação popular"*, diz o manifesto. A pré-candidata é apresentada como uma liderança "enraizada e combativa", comprometida com um PT autônomo e fortalecido.  


 Tensão entre correntes e defesa do PED  


O Processo de Eleições Diretas (PED), método histórico do PT para escolha de dirigentes, é um dos pontos centrais da disputa. Lauande e seus aliados rejeitam qualquer tentativa de intervenção centralizadora ou pressões de grupos hegemônicos, defendendo que a existência de mais de uma candidatura é um exercício democrático, e não uma divisão.  


*"Negar essa tradição é trair a história do partido. O PT do Pará não pode abrir mão desse legado, especialmente quando enfrenta uma crise e precisa de mudanças profundas"*, afirma o documento.  


 O que está em jogo na eleição do PT/PA?  

A disputa pela presidência estadual deve ocorrer nos próximos meses e pode definir:  

- A relação do PT/PA com a direção nacional;  

- O grau de autonomia do partido no estado;  

- A estratégia para as eleições de 2026, incluindo possíveis alianças.  


Enquanto setores ligados ao governo Lula defendem maior alinhamento com a Executiva Nacional, a chapa de Lauande propõe um PT mais independente e focado nas bases.  


 Próximos passos  

A convenção estadual do PT/PA, que oficializará os candidatos, deve ocorrer nas próximas semanas. A tendência é que a disputa seja polarizada, refletindo os debates que ocorrem no PT em nível nacional.  


Milene Lauande surge como voz de setores que buscam reformular a atuação do partido no estado, enquanto adversários defendem uma estratégia mais pragmática. O resultado dessa eleição pode indicar se o PT paraense seguirá um caminho de reafirmação militante ou de acordos mais amplos.  

Disse Milene ao Blog.


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